O Acordo entre Basil-Turquia-Irã tem sido visto pela comunidade internacional como a última chance de diplomacia da ONU com o Irã. O Acordo fechado na última segunda é visto por muitos (leia EUA) com bastantes ceticismo quanto aos resultados. Para entender melhor a situação e o ceticismo vejamos alguns pontos:
1 - Desde 2008 o Irã desobedece as normas de segurança da ONU com um sigiloso e, dizem alguns, clandestino projeto nuclear, com o enriquecimento de urânio para fins bélicos. Apesar de seu presidente Mahmoud Ahmadinejad (recorri ao google para escrever o nome desse cara) afirmar que o projeto é para pesquisas científicas. Com o acordo o Irã pararia de enriquecer urânio (que seria enriquecido na Turquia) em troca de combustível (urânio enriquecido) para suas usinas nucleares de fins científicos.
2 - O Governo do Irã é considerado conservador, com tendências ao radicalismo, o que dificulta entendimentos com qualquer nação.
3 - Outro agravante é que os membros permanente do conselho de segurança da ONU são, historicamente, tratados como inimigos pelos muçulmanos radicais (que têm forte influência sobre Mahmoud Ahmadinejad).
Como podemos ver é uma situação complicada. É uma granada sem pino, pronta para explodir. No meio desse tufão está o Governo Brasileiro, que ao capitanear o acordo com o Irã, pode estar mexendo em casa de marimbondo, pois até aonde podemos confiar em Mahmoud Ahmadinejad, um presindente que foi reeleito de forma ilícita, tem tendência radical e age muitas vezes como um ditador.
O Brasil está correndo sério risco de ser culpado mais a frente como o culpado pela comunidade internacional, pelo armamento nuclear Iraniano, pois o Irã já afirmou que continuará enriquecendo urânio mesmo com o acordo.
Vamos aguarda.
terça-feira, 18 de maio de 2010
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